Amor eterno...

Lilypie First Birthday tickers

domingo, janeiro 03, 2016

A vida é demasiado curta para lamentos.
Sim, já se sabe, momentos maus há sempre. Aliás, a maior parte dos meus dias é recheado com momentos menos agradáveis. 
Stress, dificuldades, viagens intermináveis...
Para quem não sabe, moro a 100/120km do meu local de trabalho, indo e vindo todos os dias traduz-se em 200 a 240 km por dia, quatro dias por semana, quatro semanas por mês. É de doidos, passo mais tempo na estrada do que efectivamente a viver e a aproveitar os momentos bons que a vida me pode dar. Mal tenho tempo para estar com os meus pais, com o meu marido, com o meu filho. (Mas isso será tema para um outro post, que não este).
Momentos menos bons todos nós temos, todos os dias da nossa vida.
Porém, está nas nossas mãos podermos tentar aproveitar os momentos bons que também existem.
Assim, e sendo que o meu aniversário foi na semana passada, ontem decidi fazer um convívio com amigos (dia de aniversário é para a família, mas isso não impede um bom convívio, com boas comidas e boas bebidas).
 Tinha sido meu objectivo fazer um convívio vegan, mas há dias em que a cozinha não colabora connosco: o rolo de seitan recheado carbonizou, o tofu com broa ficou demasiado líquido, o bolo de aniversário transbordou e a cereja no topo do bolo foi a água ter acabado.
Portanto, acabei por improvisar e acabar com umas pizzas não vegetarianas, mas de resto consegui salvar o tofu com broa e ao juntar uns queques de legumes a coisa até se compôs.
Passei a tarde a trabalhar, é certo, mas soube-me pela vida poder estar em minha casa, com o meu marido e filho, a aproveitar o nosso ninho (e é tão raro pode fazer isso!), e tenho que confessar que, apesar de um certo receio inicial, tudo acabou por correr bem.
Por isso, o que vos quero dizer hoje é: aproveitem os momentos bons da vida. À volta de uma mesa com bons petiscos, bom vinho e boa companhia, é possível recuperar energias.

À vossa!


sábado, janeiro 02, 2016

Crescer não é tão fácil nem tão mágico como pensamos quando somos crianças.
Não.
Crescer é um processo doloroso, desconfortável e muitas vezes incómodo e inconveniente.
Crescer é acordar um dia e perceber que as nossas decisões têm que ser nossas, e não dos outros. 
É acordar um dia e entender que não podem, nem devem, continuar a ser terceiros a decidir o que para nós é melhor.
Enquanto crianças, os nosso pais dão-nos, paralelamente ao amor, afecto, educação, cama, comida e roupa lavada, dão-nos a benesse de tomarem certas decisões por nós. Decisões que são para nós as mais acertadas. Afinal, que criança descobriria que gosta de sopa se os pais ou cuidadores não tivessem decidido mostrar que existe uma comida chamada sopa?
Queira-se ou não, os pais decidem por cima da cabeça dos filhos. Decidem a religião, decidem o regime alimentar, decidem a educação. 
Enquanto crianças, gostávamos disso? Não! Era uma seca, era uma violência, nós é que devíamos poder decidir.
E de repente um dia acordamos e percebemos que afinal nós não pensamos tudo igual aos nossos pais. Percebemos que se calhar queremos uma religião diferente, uma alimentação diferente, uma filosofia de vida diferente.
E isso não é pacífico. Qualquer mudança aos hábitos significa um choque de ideias. Todos nós acreditamos que a nossa verdade é a única, e queremos mostrar isso aos que nos rodeiam.
Crescer é perceber que a nossa realidade só nós a conseguimos ganhar. Se eu quero ir à praia, não posso estar dependente que alguém me queira levar, ou que alguém decida por mim se posso ou devo ir ou não.
Crescer é aprender a abrir as asas, e isso dói, dói porque elas nunca tiveram que abrir.
Crescer é aprender a voar para fora do ninho, sem uma rede de segurança por baixo.
Crescer é ganhar a consciência de que só nós somos os últimos responsáveis pela nossa felicidade. Não gostamos do que comemos? Nós temos que decidir comer de outra maneira. Não gostamos do que vestimos? Nós temos a responsabilidade de encontrar um guarda-roupa que reflicta quem somos. 
E isso aplica-se às áreas mais difíceis da nossa vida: o nosso trabalho, a nossa estabilidade, as nossas relações inter-pessoais.
Crescer é aceitar que agora somos nós que temos que voar, não os outros por nós. Somos nós que temos que procurar a nossa felicidade, ainda que isso implique encontrar soluções menos ortodoxas ou que não são entendidas pelos outros. Afinal de contas, só nós sabemos os nossos limites, as nossas fronteiras, o nosso contexto. Cada um de nós é um universo, e o que para mim é verde azulado, para o outro pode ser azul esverdeado, e ambos estamos correctos e pensaremos sempre que o outro está enganado.
Crescer é aprender a olear as nossas asas e arriscar batê-las.
Crescer é ter a coragem de seguir o nosso coração, sempre, inevitavelmente, seguir o nosso instinto, e ousar procurar a nossa felicidade.
É fácil crescer?
Não.
Mas quero acreditar que um dia se revelará recompensador.
Crescer é ter a coragem de mudar.
Mudar é ter a coragem de crescer.

terça-feira, dezembro 22, 2015

E porque natal é, dizem eles, tempo de paz, amor e felicidade, nada melhor que aproveitar que o meu filho dorme a manhã toda para me dedicar a um grande prazer. A cozinha.
Saem então fornadas de bolachas simples, recheadas com leite condensado de aveia, com creme de côco, e chocolates caseiros recheados com frutos secos, estilo trufa, côco e leite condensado de aveia.
Agarrem a vossa felicidade... a minha passa ultimamente por aproveitar o sossego da cozinha, com os meus pensamentos, com as minhas especiarias, os meus cheiros e as invenções de última hora... (e não menosprezemos o papel fundamental que a minha Yammi tem tido. Sem dúvida que fiz bem em a oferecer a mim própria! )

Feliz Natal!

sexta-feira, dezembro 18, 2015

E mais um ano está a chegar ao fim...
Os anos voam cada vez mais rápido,  e cada vez tenho mais a sensação que não vivo: sobrevivo. Os dias sucedem-se uns aos outros, iguais, stressantes, cansativos, sempre a correr, sempre cansada, sempre sem tempo. Tempo para mim, para o meu filho, para o meu marido, para os meus pais.
A vida não pode ser isto. Não posso desperdiçar assim a minha vida, o meu tempo, a minha existência.
Está na altura de agarrar a minha vida com as minhas mãos, e fazer algo para mudar.
Assim, este vai ser um ano de mudança! Porque só eu é que posso mudar a minha vida, não os outros. Não sou responsável por atitudes ou comportamentos de terceiros - tal como terceiros não o são pelas minhas, ou pela minha felicidade.
Para 2016, vou então:

- agarrar a minha felicidade
- arranjar tempo para mim: ginásio e Yoga são para continuar, e vou investir mais em formação e cursos "alternativos". Nível dois de reiki, workshop de tarot, possivelmente finalmente o meu curso de doula
- estabilizar profissionalmente. Porque quando se quer, faz-se acontecer.
- continuar a sonhar com um segundo filho (e nada me deixaria mais feliz que poder passar de um sonho... começa a deixar-me triste tanta gente perguntar quando vem a irmã do PJ... )

E sobretudo... lembrar-me que há felicidade nos pequenos momentos, e que para existirem momentos felizes, têm que haver momentos menos felizes. E que está tudo bem. Há que saber valorizar os bons! (mantra muito fácil de dizer... e muito difícil de aplicar! )

Feliz 2016!

sábado, agosto 15, 2015

#100diasfelizes dia 8

#‎100diasfelizes‬ dia 8. Road trip, gals days!
Porque passar um dia com a minha Mãe não tem preço, estas viagens que fazemos juntas serão memórias que nunca nada nem ninguém poderá apagar. Momentos maus todos temos, momentos bons também, escolhamos agarrar-nos a esses, âncoras para quando a luz falta nas nossas vidas.






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"Nosce te ipsum"

#100diasfelizes dia 7

#‎100diasfelizes‬ dia 7. Vir ao Porto tomar café e ficar mesmo ao pé do Pedro Abrunhosa.





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"Nosce te ipsum"

#100diasfelizes dia 6

#‎100diasfelizes‬ dia 6. Leituras com o Príncipe Encantado e experiências culinárias vegan, sem crueldade. Porque o mundo é feito de amor para com todos os seres vivos.




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"Nosce te ipsum"

#100diasfelizes - dia 5

Família que cresce, convívio, bons momentos, alegria. As coisas boas da vida são as que são vividas, não as que possuímos.




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"Nosce te ipsum"

#100diasfelizes - 4

Porque aos poucos a pessoa alcança objectivos que sempre pensou serem inantigíveis, e sentimo-nos imparáveis. O mundo é nosso, basta acreditarmos e lutarmos por isso!




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"Nosce te ipsum"

#100diasfelizes - 3



Porque há prazeres do palato que são especiais, e porque qualquer dia é bom para celebrar a vida, a companhia, o amor, a amizade.



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"Nosce te ipsum"

#100diasfelizes - 2


Torna-se difícil actualizar todos os dias...

Mas cá vai o resumo dos últimos dias de desafio :)

#100diasfelizes dia 2:

Porque ler é um luxo, um privilégio, um encanto que nos faz viajar para terras distantes no gesto de mudar uma página. Momentos solitários em que estamos acompanhados por tantas estórias e tantos personagens que nos alheamos do resto. Instantes que nos fazem imaginar, voar sem asas...





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"Nosce te ipsum"

sexta-feira, agosto 07, 2015

#100diasfelizes - dia 1

A nossa felicidade depende, em última instância, de nós próprios.

Sim, certo, os outros podem fazer coisas que nos magoem, mas depois de fazermos o luto pelo que nos fizeram, temos sempre a opção de escolher largar o passado.
Temos sempre a opção de, mesmo dentro dos dias que vivemos, encontrar momentos de pura felicidade.

Este desafio a que me propus é precisamente esse: de, durante 100 dias, encontrar em todos eles momentos de pura felicidade e registá-los em fotografia, partilhando-as com quem as quiser ver.

Esta é a primeira fotografia, ou melhor dizendo, o primeiro registo com duas fotografias.

Porque é delicioso brincar contigo, ver-te encaixar peça atrás de peça, umas certas, outras erradas, simplesmente aproveitando a minha companhia.

Porque ser tua mãe é a maior bênção de todas elas.

Porque te amo e te ajudarei sempre a encaixar o que precisares na tua vida, até não mais precisares de mim e poderes voar por ti próprio (sabe apenas que estarei aqui sempre que quiseres regressar).

#100diasfelizes, dia 1.





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"Nosce te ipsum"

sábado, junho 13, 2015

Dos projectos de vida

E hoje é bom recordar.
Recordar músicas que cantei, peças que toquei, projectos que tive (como o Desafios de Escrita, que poderei em breve retomar)...
É bom sentir este vento frio na cara, ver estas nuvens cinzentas no céu e saber que mesmo assim estou segura, enquanto oiço Palestrina.
Sei que a vida me sorri, acredito que a vida me sorri, opto por ser optimista e ver a garrafa meio cheia e não meio vazia.
Oiço Palestrina e mentalizo-me que vou mesmo concorrer a Doutoramento. Mais uma etapa que tanto quero concluir, mais um desafio a que me proponho e que sei que, mais dia menos dia, conseguirei.
Porque quem luta, consegue.
Quem persiste, alcança.
Venham portanto, dias cinzentos, cá estarei para vos receber com um sorriso nos lábios e mangas arregaçadas.
Sou mãe, sou filha, sou amiga, sou professora, espero brevemente vir a ser aluna, sou dona de café, sou viajante, sou tudo e não sou nada ao mesmo tempo, e é essa ambiguidade que me define.
Hoje sou branca, amanhã talvez me veja amarela, quem sabe?
O mundo é uma plenitude de realidades e nuances, e é bom assim!

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"Nosce te ipsum"

quarta-feira, maio 20, 2015

Dos desabafos do dia

Às vezes é difícil sermos obrigados a escolher entre sermos quem queremos ser e viver com as nossas convicções, ou sermos aceites e reconhecidos...

terça-feira, fevereiro 17, 2015

Isto de tentar gostar mais do nosso corpo tem muito que se lhe diga...
Há anos que queria experimentar dança do ventre, e finalmente tive essa oportunidade.
Mas para mim está a ser um desafio enorme!
Já não falo do me sentir uma tábua de passar a ferro (segundo a rapariga que dá as aulas eu até tenho um jeito natural para a coisa - claro que também pode dizer isso porque quer ganhar o dinheiro...), mas é-me tão complicado conseguir relaxar e abstrair-me de não gostar nada do meu corpo que acabo por me enrolar toda por cima de mim própria, fechar-me muito, e acabo por nem conseguir aproveitar ou divertir-me. Todas as semanas, faço um exercício a caminho da aula, que é ir dizendo que desta vz me vou soltar, desta vez não vou pensar em tudo o que não gosto do meu corpo, desta vez vou aproveitar, mas depois acabo por me voltar a auto-sabotar. Ai como era bom haver um botão em que nós nos pudessemos desligar destes pensamentos e simplesmente aproveitar o momento!!! 

Deixo-vos por ora com um vídeo sobre esta dança :)

https://www.youtube.com/watch?v=3Gx2Sr_ZOrk 

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"Nosce te ipsum"

sábado, fevereiro 14, 2015

Sabemos que algo mudou dentro de nós quando acordamos um dia e, em conversa com uma amiga, nos apercebemos de que há uma verdade que dizemos da boca para fora mas que afinal de contas não é assim tanto da boca para fora: prefiro mudar de área profissional do que sair do pé da minha família.

Quando era mais nova, pensava muito que talvez pudesse gostar de vir a ir para o estrangeiro. Ter experiências fora do meu país. Acreditava que era isso que me iria tornar adulta.

Mas o tempo foi passando. Fui para a Universidade e ia todos os fins de semana, praticamente, a casa.

Fui fazer Erasmus para Santiago de Compostela e chorei o meu coração pelo peito fora quando me vi lá sozinha e vi a minha Nai a dirigir-se para o carro. Nunca fui tão feliz como quando sabia que ela podia ir visitar-me.

O tempo passou ainda mais.

Fui trabalhar para uma câmara e quis ir morar sozinha. A experiência durou uma semana e voltei para casa da minha mãe.

O tempo continuou a correr. O sonho de ter casa própria nunca morreu, mas continuei a ver-me em casa dos meus pais, junto a eles.

Casei, fui mãe. Fui trabalhar para 100km de distância da minha mãe, continuei a ir todos os fins de semana a casa dela (quase todos, vá, uma vez por outra não fui).

Não é, para mim, uma obrigação. É para mim fonte de prazer poder estar junto dela. Tive a sorte de poder ter uma casa onde posso morar com o E. e o P., mas mesmo assim continuo a estar muito com a minha mãe e o meu pai.

Dentro de pouco tempo, poderei (ou terei de) passar mais tempo em "minha" casa. Mas sei que no que conseguir, quererei ir sempre que puder a casa da minha mãe.

Para mim, nada neste mundo é mais importante que a minha família, que a minha mãe e o meu pai, que são uns segundos pais para o E. e para o P. Tenho a bênção de eles me poderem ajudar em tudo, seja só a ouvir-me seja a ficar com o P., seja a ajudar-me com coisas básicas como alimentação.

E deitaria isso tudo fora se me surgisse uma oportunidade de continuar na minha área profissional mas longe da minha mãe?

A razão diz-me que devia fazê-lo, mas a minha razão emocional diz-me o contrário. Sei que vivemos tempos de crise e tudo isso, mas de que me serviria ter um bom trabalho, continuar na minha área, se isso fosse conseguido à custa de poder estar com ela? De poder sentir o seu cheiro, ouvir a sua voz presencialmente, tocar a sua pele, abraçá-la? Não me serviria de nada.

Talvez esta minha posição seja muito estranha para algumas pessoas, não sei. Sei que fui criada com os valores da família, e para mim não há nada mais importante do que ela.

Por isso sim. Prefiro mudar de área profissional (como irá acontecer, mais dia menos dia), do que suportar estar longe de quem me criou, me ajudou e me amou toda a vida incondicionalmente.

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"Nosce te ipsum"

quinta-feira, dezembro 11, 2014

Nos últimos tempos, tenho sido esposa, mãe, filha, amiga, professora, carpinteira, pintora, pedreira...
Começo sinceramente a precisar de cinco minutos para ser eu, a Rita. Para saber onde estou, o que fiz, o que preciso fazer. Cinco minutos para descansar, respirar fundo, aproveitar, viver.

(Hoje é dia de grande cansaço...)

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"Nosce te ipsum"

quarta-feira, dezembro 03, 2014

Este país mata a vontade de criar, inovar e arriscar a qualquer pessoa...

A pessoa precisa de X. Pede X a quem lho pode emprestar. Dizem que X é acompanhado de n condições. Aceita-se.

De repente, quando se atingem as condições todas exigidas, por mais radicais ou não lógicas que possam ser, quando chega a altura de se ir buscar X, afinal havia mais uma ou duas condições, que deveriam ter sido adivinhadas por intermédio de uma bola de cristal.

Atingem-se mais essas condições.

Ganha-se a primeira parte de X.

Precisa-se da segunda parte de X.

Quem adivinha o que acontece?... pois... mais condições de que nunca ninguém ouviu falar, que na legislação são dúbias, mas sem as quais não se consegue a segunda parte de X.

O problema coloca-se quando essas condições são inatingíveis pois nunca foram contempladas.

E assim se brinca com a vida das pessoas, com o futuro das pessoas.

Hoje é dia de profundo ódio por certas instituições deste país.

quinta-feira, novembro 27, 2014

Às vezes, era tão bom que houvesse um Alaric Saltzman na vida real...

domingo, novembro 09, 2014

E de repente, o natal passa a ser ainda mais mágico.

Até o Pedro nascer, tinha um sabor.
Depois de ele nascer, adquiriu novos contornos.

Hoje, ao ver pela primeira vez um filme de natal com o meu filho, voltei a sentir a magia de quando era pequena. De quando tudo tinha tanta cor, tanta felicidade, tanto entusiasmo que me dava borboletas na barriga.

Hoje, com o meu filho ao colo, senti-o viver esta magia de forma consciente pela primeira vez, e sim, chorei de alegria.
Alegria por tê-lo ao meu colo depois do que passou, alegria por tê-lo saudável, alegria simplesmente por ter a honra de ser mãe dele.

Algo me diz que este ano o natal vai ser ainda mais especial.

Rascunhos antigos